quinta-feira, 8 de Julho de 2010

Reflexão final

FORMAÇÃO E PLATAFORMA MOODLE

A formação que agora termina procurou colocar o docente e o seu ensino juntamente com o aluno e a sua aprendizagem no mesmo trilho. A motivação, o empenho e o trabalho desenvolvido pelos formandos ao longo das dezasseis sessões parecem ser evidência disso mesmo.
Este curso contribuiu, na globalidade, para enquadrar, clarificar, compreender, relacionar e aprofundar alguns dos aspectos mais problemáticos do Novo Programa de Português do Ensino Básico, como são exemplo a tarefa inicial de explorar pertinentemente as quatro grandes competências do ensino do Português, das planificações interciclos e anualizações, aliados às respectivas evidências das dificuldades expressas por alunos concretos e que decorrem, obrigatoriamente, das orientações expressas nos documentos das Escolas, como sejam o Projecto Educativo e os Projectos Curriculares de Turma. No entanto, a complexidade que caracteriza este processo, exigindo uma diferente lógica de trabalho, e a novidade de que ele se reveste ainda deixa no ar muitas dúvidas e constrangimentos que só o tempo e a experiência poderão atenuar.
O diálogo foi a metodologia utilizada por excelência, havendo a preocupação de clarificar os diversos conceitos e identificar as necessidades dos vários docentes presentes. As propostas de trabalho recaíram em tarefas diversificadas e pertinentes que visaram construir e avaliar as diversas soluções possíveis, ajudando a desmistificar, a reflectir e a controlar uma certa ansiedade inerente e compreensível a qualquer mudança. Procurou-se ainda elucidar alguns parâmetros mais subjectivos e menos evidentes, recorrendo, frequentemente, a leituras consideradas importantes que enquadram todo este processo, assim como a partilha constante de ideias através da Plataforma Moodle e E-mail.
A formação promoveu, dentro do possível, uma visão crítica, rigorosa e realista, contribuindo assim para um alargamento e diversidade de conhecimentos aplicáveis às novas tarefas. Os conteúdos foram os adequados, havendo a preocupação de os aprofundar e articular para uma melhor clarificação deste processo. A sua apresentação foi clara e precisa. Os recursos e os documentos fornecidos (nomeadamente os Guiões de Implementação do Programa – Leitura, Escrita e CEL) foram os mais ajustados, levando os docentes a reflectir e a analisar adequadamente as questões suscitadas.
Proporcionaram-se também momentos de autoavaliação dos conhecimentos que permitiram uma “monitorização” e reflexão sobre a sua aquisição e aplicação em contexto prático.
Acrescenta-se que daqui resultou a produção, em grupo ou individualmente de diversos materiais e reflexões que se encontram publicados na Plataforma Moodle da DGIDC, contribuindo para a existência de um ambiente interactivo.

SESSÕES - ESCOLA

Os professores do grupo de trabalho do 3º ciclo da EB23 Frei Caetano Brandão, em Braga, mostraram-se sempre empenhados e motivados em participar quinzenalmente em todas as reuniões promovidas, considerando estes momentos essenciais a uma melhor implementação do Novo Programa de Português do Ensino Básico.
Nesta sequência, destaca-se precisamente como ponto forte desta formação a pertinência das reflexões e actividades desenvolvidas ao longo das catorze sessões, como são exemplo o levantamento inicial das novidades e dos constrangimentos do Novo Programa relativamente às diferentes competências, passando pela produção das planificações interciclos e anualizações, assim como pela oportunidade de leituras interessantes e pertinentes sobre este assunto. Todo este trabalho levou a uma reflexão sobre as decisões pedagógicas de cada um, à partilha de possíveis sugestões de alterações na prática docente no sentido de melhorar os desempenhos dos alunos e à indicação de novas oportunidades de ensino e aprendizagem no âmbito das várias competências.
Regista-se, no entanto, como ponto fraco, a não existência na competente lectiva ou não lectiva dos docentes de tempo para a realização destas sessões, sendo, por isso, de louvar a sua presença constante.
Destaca-se ainda a mobilização de todos estes docentes para levarem, de forma concreta, a língua aos restantes, para que juntos possam contribuir para o seu crescimento concreto de forma a desenhar-se uma maior transversalidade prática do Português.
Por último, é de referir que houve o cuidado de que todas as sessões articulassem com o contexto de formação em Turma FPP_09, onde se discutiram ou sugeriram as temáticas que foram posteriormente debatidas neste espaço.

MUDANÇA

A formação contribuiu, sem dúvida, para um aprofundamento dos conhecimentos para esta nova fase do Novo Programa de Português do Ensino Básico. O formador demonstrou competência, dinamismo e empatia com os formandos, procurando sempre o diálogo, partilhando experiências e esclarecendo as muitas dúvidas colocadas pelos docentes. Os programas deverão assim ser completados com materiais de apoio de qualidade para que possam promover mecanismos de autoformação.
Mas, apesar da acção ter sido positiva, ainda deixa muitas interrogações acerca da coerência de determinados itens referentes a este complexo processo que é a mudança do programa.
Toda esta aprendizagem constituiu um bom contributo para a reflexão sobre a valorização e aperfeiçoamento individual/colectivo e os factores/estratégias que podem influenciar o rendimento dos alunos. No entanto, ainda há um longo e difícil caminho a percorrer naquilo que é a Prática de todos os Docentes das diversas áreas com a consequente promoção da qualidade do ensino do Português.

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